Meu sertão tá bacana
Não ixeste mais seca
O mato toma conta As águas saciam a sede O choro vai embora E a esperança se faz nele.
Encontro a minha estrada
Saio a vagá
Mim desmancho pelo serrado
Ao encontro do meu lar
Avisto milhas de roceiros
Procurando um lugar.
A meia légua de distância
O caboco volta cedo
Arrastado e destruído
Vê a água cai em disespero
Faz nova vida
A esse deve maiô respeito.
Os pássaro a assobia E fico prá escutá
É o som do sertão O canto do sabiá
A melodia que tanto amo
Voz do naturá.
Mim dá uma tontura Só me resta rezar
Caio sobre o é do Juazeiro
O meu zoi a fechar
Padim Ciço mim ajude
Pois no céu quero está.
Será o céu ou inferno
O purgatório é meu lugar?
Seja onde for
Só quero ver o sol raia
E que as águas do meu choro
Façam o Sertão triunfar.
Autor Jobson Brunno
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